Dança Comigo?


Aperte o play e leia sentindo a musica.

Então cá estamos, deixando que os mais secretos desejos venham a tona. Quero que entenda, ou melhor sinta o que me consome e me embriaga quando penso em você. Feche os olhos, confia em mim, somos só eu e você.

Tenta imaginar, uma sala de estar a meia luz, a musica de fundo, estamos de frente um para o outro a taça de vinho nas mãos. Quero que sinta minha mão a acariciar seus braços, até que chegue em tuas mãos, a taça. Minha respiração bem perto da tua, levo minha mão até seu rosto afastando um pouco o cabelo, beijo teu rosto lentamente.

Então me livro das taças, o vinho era bom, mas desnecessário, guio uma das suas mãos ao meu rosto, quero te sentir, sinto o cheiro da tua pele. E inevitavelmente beijo tua mão, teu braço, vou beijando e seguindo até teu pescoço, orelha, sentir o cheiro do seu cabelo perfumado me enlouquece.

Te puxo pela cintura pra mais perto, colando seu corpo no meu e com uma das mãos em sua nuca, dedos enroscados nos seus cabelos, rosto colado no seu te conduzo a dançar. A musica? Nem sei se ainda toca, pouco importa somos só eu e você.

E no embalo de nossos corpos, vou cheirando-te, sentindo-te, sentindo seu rosto colado no meu, sua respiração no compasso da minha. Te beijo a boca devagar, aquele beijo lento e intenso que acaricia e morde, pra que ambos sintam o gosto e o calor um do outro, o pouco do desejo que ainda restava escondido. Aquele beijo que excita, que provoca e convida a não parar.

E eu te pergunto então moça, paramos ou não? E eu te pergunto então mulher, pra que medo? Somos só eu e você... E então, dança comigo?





Quando quiseres, venha.

Sai do trabalho naquele dia as pressas alias, como já é de costume. Não imaginava que o dia seria diferente dos outros, já me preparava pra ir pra casa mas meu pensamento não saia dela. Como em uma transmissão de pensamentos recebo a mensagem dela, querendo saber noticias minhas depois de um dia ruim. Avisei que estava indo pra casa tentar me desligar um pouco de problemas, perguntei onde estava e ofereci uma carona, sabia que por aquele horário ela também já estava de saída.

Chagando ao local marcado estaciono e espero que ela apareça, o que não demorou muito, logo ela bate ao vidro fazendo sinal pra que eu abra a porta do carro. Ela entrou e com ela aquele perfume único tomou conta de todo o carro, nos cumprimentamos com aquele inocente beijo no rosto habitual. Finalmente estávamos nos vendo embora não da forma que talvez  esperássemos, ou eu esperei.


Conversamos bastante no caminho, resolvi abastecer o carro ali por perto mesmo antes de pegar o caminho para a casa dela. No posto assim sem explicações nem por quês, um sorriso de canto deu brecha a um beijo que deixou claro pra ambos o nosso desejo. Saímos dali sem muito falar e foi quando ela me pediu pra que eu estacionasse o carro na praça a frente. Pensei que talvez tivéssemos ido depressa demais e ela fosse ali desistir da carona e da companhia. A noite começava a surgir e quando parei o carro antes que nos censurássemos eu matei minha vontade de beija-la outra vez.

Pra minha surpresa ela não fugiu do beijo, não fugiu do desejo e retribuiu. A gana de ter-nos só aumentava enquanto nos beijávamos ali, dentro do carro no meio do caminho. Ela abriu o seu zíper em uma especie de provocação ou convite não sei, só sei que entendi o recado e deslizei minhas mãos pra dentro sentindo-a quente, molhada. Brinquei com teu clitóris e a sentia suspirar enquanto sua boca não desgrudava da minha. Sugeri então que fossemos ao meu apartamento, afinal era próximo dali.

Em menos de 10 minutos estaríamos lá mas qualquer tempo parecia eterno pra esperar. Eu sei, ela também deveria estar pensando será que tudo aquilo era certo? Mas a verdade é que não há nada de errado em se render aos desejos, sentimentos e vontades. Embora o erro também excite somos só eu e ela e mais ninguém, não há erro em se querer.

Chegamos e subimos para meu apartamento, continuamos o que já havíamos começado no carro, enquanto nos beijávamos íamos nos despindo com sede um do outro. Nos rendemos ali, na sala no meu pequeno sofá de dois lugares mesmo. Nós entregamos também no quarto esparramando almofadas e lençóis por todo o chão. Nos encaixamos no banho finalizando os carinhos embaixo do chuveiro morno, relaxando nosso corpos exaustos e rendidos.

Ainda me lembro dela vestida com minha camisa verificando meus armários e a geladeira, ainda sinto o cheiro dela nas almofadas e nos lençóis. Ainda penso nela e sinto desejo de te-la outra vez. Queria poder encontra-la de novo e dizer olhando em seus olhos...Quando quiseres ser novamente amada, venha. A sala, o quarto, a casa é sempre sua e o sentimento também. 


Me deixa tentar?


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Pensei em você, em mim, e em tudo que tenho pra dizer, em todas as duvidas que pairam na minha cabeça e meu peito. Resolvi abrir meu coração, dilacerar tudo que tenho preso no peito, me revelar, ficar desnudo diante de ti, de todos. Talvez era isso que faltava, mostrar minha alma, meu coração, de maneira que ninguém ainda havia visto, ser notado da forma que eu sempre tentei ser.


Não sei não amar, não sei se isso é algo bom ou ruim, mas faz com que as pessoas tenham papeis absurdamente importantes em minha vida e as vezes nem sonhem com isso. Talvez isso seja uma benção, ou quem sabe só minha maldição, as vezes me vejo no mundo vagando e destinado a amar sozinho, será? Não sei... Sei que hoje eu preciso dizer, mostrar o que vive em mim.

Te peço pra não ter medo embora pra muitos isso seja assustador, é só uma pedaço de mim, continua sendo eu. A verdade é que eu sou fraco, fraco diante de todas as possibilidades possíveis de não amar, de não ser amado, de não viver tudo que passo noites a planejar. Sim, a minha vida é sonhar, com todas as coisas mais clichês do mundo e em todas elas eu tenho você, ou a falta de você.

Desde a casa, os domingos em família, os nomes dos nossos filhos ao balanço na varanda feito para os netos. Eu planejo tudo, eu espero por tudo, espero por você. Não, não tenha medo, eu sei, nada é perfeito e contos de fadas não existem, mas eu quero chegar o mais perto possível disso, não é uma promessa. Promessas se perdem e eu não pretendo me perder em nada, nem perder você por frases politicas e ensaiadas. Eu só quero amar você, me deixa tentar?

Me dê  sua mão, me acolha em seus braços, eu só quero a tranquilidade de um abraço seu em dias difíceis, ou seu suspirar nos braços meus em dias que seu coração estiver cansado. Me receba na tua vida, me deixe fazer aquele macarrão de madrugada pra saciar nossa fome depois de te amar como nunca, ou como sempre. Me permita entrar, na sua casa, no teu jeans surrado, só me deixa ficar. Esta noite, a próxima, ir ficando até que nossas coisas estejam tão misturadas a ponto de não sabermos onde termina o meu mundo e começa o teu, me deixa tentar?

Eu sei, tudo parece tão fácil quando falamos, você esta certa, não é. Mas eu não quero que seja fácil, eu quero você do me lado pra que tenhamos força pra superar qualquer obstaculo, mau entendido, ou força contraria ao que estivermos vivendo. Quero brigar e fazer as pazes, na cozinha, chuveiro ou na cama, mesmo que me olhe com reprovação quando perceba que foi proposital. Quero a certeza de que mesmo que não estejamos por algum momento perto fisicamente eu tenho você e você a mim.

Me dê  sua mão, me acolha em seus braços, e não me deixa ir se alguma vez quem sentir medo for eu, Se alguma vez eu pensar em desistir. É que eu sou fraco diante de todas as possibilidades possíveis de fracassar. Eu só quero amar, me deixa tentar?



Só por uma noite.

A noite estava agradável então sai de bike, queria sentir a brisa no rosto. Brisa que quase me convencia estar em uma noite de primavera em pleno inverno. A noite parecia ser uma outra noite qualquer, mas embora eu nem desconfiasse estava completamente enganado. 

Apos alguns minutos pedalando sem rumo parei em um parque, e pra meu espanto apesar do avançar da hora ainda havia muita gente caminhando por ali, parece que não só eu havia pensado em aproveitar o clima bom desta noite. Olhei pro lado e quando me dei conta a avistei, caminhando e com olhares perdidos ao redor, como se sua mente estivesse bem longe. Linda, cabelos soltos parecia não ter nada que a afligisse em mente, de longe transmitia leveza.


Ela olhou pra frente e me avistou sentado no banco do parque, garrafa de água na mão e a bike do lado tentei disfarçar que a olhava, mas ela sorriu e veio em minha direção, sem receio ou timidez alguma, como se já me conhecesse e esperasse me ver ali.
- A noite esta especialmente linda hoje, ela diz. E eu respondo dizendo. 
- Perfeita para casais, para romances de filmes e contos. Ela sorri como se não acreditasse em uma palavra se quer que eu disse.

- Tens essa visão"poética" pra tudo? Ela pergunta meio sem jeito. Não respondo, só sorrio. O fato é que a vida nada mais é que uma poesia dessas que falam de dores e amores de uma só vez, misturada a contos eróticos se não, que graça teria viver?! Penso eu, enquanto a fito por alguns segundos e tomo a liberdade de convida-la para caminhar comigo.

A conversa flui tão agradável que mau notamos a hora passar, quando dou por mim o parque já esta quase vazio, e uma fina neblina começa a mudar a paisagem. Paramos em uma especie de quiosque, conversamos mais um pouco e percebo sua pele arrepiando de frio. Ela me diz que precisa ir, é tarde e o tempo esfria cada vez mais.

Não sinto vontade alguma de deixar-la ir, sem timidez a abraço brincando e dizendo que a aqueço se ficar um pouco mais, para minha surpresa ela me olha nos olhos de uma forma diferente e questiona como isso seria possível se assim como ela eu não tinha casaco algum. Sentindo seu corpo se aproximar cada vez mais do meu, respondo sua pergunta beijando sua boca, com minha mão em sua nuca e a outra encaixando seu corpo em mim.

Senti o teu gosto, teu cheiro, teu calor longe de tudo, de todos, do mundo e logo já estávamos mais que aquecidos. O lugar era perfeito, embora um parque público e a chance de ser pegos, a hora, a ausência de pessoas tornava o parque só nosso. Esqueci do resto, ou melhor fiz questão de não pensar onde eu estava, deixei meu desejo, meu tesão falar mais alto que a razão e ela não recuou em nenhum momento, me dando aval pra explorar seu corpo com minhas mãos.

Pude sentir cada centímetro do teu corpo, da tua pele arrepiada a cada toque, ela usava um vestido desses de verão leve e confortável já que o inicio da noite como já citei estava agradável e não exitei em ergue-la pra cima da mesa do quiosque. A mesa era fria de concreto mas ela não se queixou, embora seu corpo estivesse fervendo ela já nem sentia o frio da noite.

Deitei ela ali mesmo sem receio algum, sem pensar em nada ao redor, estávamos sozinhos e não íamos mais esperar. Subi seu vestido, beijei sua barriga e fui descendo até sua virilha, afastei um pouco de lado sua calcinha que era tão delicada quanto seu vestido e a senti molhada em minha boca, sabia exatamente o que e como fazer. A chupei ali enquanto sentia suas mãos em meu cabelo e seu quadril se contorcer de tesão. Sentir o teu prazer me excitava completamente, a desci da mesa e a virei de costas pra mim, arcando-a um pouco, deixando-a quase de quatro sobre a mesa, abri meu zíper e me encaixei dentro dela, até o fim, beijando tua nuca, tua orelha enquanto com uma das mãos a masturbava de leve. 

Eramos como dois animais, deixando o desejo e o tesão falar mais alto sem pensar em nada nem ninguém, nos pegamos, entregamos e matamos nossa sede com a urgência e rapidez que o lugar pedia, queríamos o prazer absoluto, o gozo e tivemos ali usando a adrenalina do receio de ser pegos como tempero pra esse fogo. 

De repente ouvi som de uma moto e parecia próxima dali, pensei que poderia ser do vigilante que fazia sua ronda noturna la dentro. Então, resolvemos ir embora, a levei até a portaria do parque, ela me acarinhou o rosto se despediu e partiu, não me deu endereço, telefone, e-mail, nada que pudesse alimentar a minha gana de vê-la outra vez, como se fosse possível. E eu? Fui pedalando para meu apartamento pensando na loucura que havíamos feito, de onde ela haveria surgido, pensando se um dia nos veríamos de novo, que não poderia ser somente uma noite, embora eu soubesse que aquela noite eu jamais esqueceria.

Se eu não tivesse você.

Se eu não tivesse você, eu não teria a quem desejar bom dia, nem a quem perguntar se almoçou bem, se comeu direito nessa correria do dia a dia, mas eu viveria. Eu não saberia a quem contar que mais uma vez cheguei no trabalho e fui direto tomar café pra ver se animava, por que a noite foi mau dormida, mas ainda assim tomaria.


Eu não teria a quem mandar mensagem cheia de palavrões xingando meu chefe, por que não posso falar diretamente a ele. E não teria quem me dissesse pra ter calma pra não perder o emprego por bobeira, mesmo assim eu resmungaria.

Eu não saberia de historias engraçadas dos seus colegas de trabalho, nem te veria reclamar de cansaço quase o expediente todo, mas seguiria. Eu não saberia pra quem contar meus tropeços, nem que mais uma camisa foi suja com molho ou café, ou que eu mais uma vez estou atrasado pra faculdade, mas sempre me atrasaria.

Não teria pra quem contar minhas maluquices, nem quem rir de minhas bobeiras e viagens que nem eu aguento, ainda assim elas existiriam. Não teria quem me dissesse, "você precisa comer", "desacelera", "vê se descansa" quando me vê a 220w logo as 7h da manhã, ainda assim eu tentaria.

Pensando bem eu até viveria bem sem você, mas nada teria a mesma graça, o mesmo sentido. Eu não dependo de você pra nada, nem pra ser feliz, mas tudo com você é muito mais bonito, é mais leve. 

Eu não preciso de você, mas se eu não tivesse você, viver essa ou outra vida, de nada valeria.




Carta ao seu novo namorado.

Oi rapaz, você não me conhece, talvez nem saiba que eu existo ou talvez saiba meio que brevemente que um dia passei pela vida dela. Deixe me apresentar, eu sou o cara que amou, ou melhor sempre vai amar a garota por quem hoje você se diz apaixonado.

Estou lhe escrevendo pra dizer, que não estar hoje na vida dela não quer dizer que ela não seja mais uma das minhas maiores preocupações. Ainda penso nela e me preocupo com ela desde o momento que acordo, até a hora que pego no sono, isso quando não sonho com ela.

Que embora hoje não seja a mim que ela procure quando esta angustiada, sinto meu coração quase explodindo quando percebo mesmo que de longe que ela não esta bem ou feliz, e acredite eu sempre percebo.


Não são mais meus braços que ela espera encontrar quando se desentende com os pais, quando não teve um bom desempenho na faculdade ou quando bate aquela "bad" mensal da TPM. Porém, mesmo ela procurando você tenho que te pedir que preste atenção no que direi. Te peço que a ouça, acalme-a por que mesmo que ela estiver errada não é isso que ela espera ouvir, ela só quer falar. Ela só quer ter alguém com quem contar.

Que mesmo com toda a força e determinação para as coisas, mesmo sendo decidida no que quer, ela terá momentos de dúvidas, medos, inseguranças, nessas horas basta lembra-la de suas qualidades, de sua força e principalmente lembra-la de que você esta ali pra qualquer coisa.

Meu caro ela tem uma péssima mania de não dar o braço a torcer quando esta errada, não na hora, mas com o tempo ela mesmo se corrige. Espere e quando ela vier se desculpar jamais aproveite a vulnerabilidade dela pra acusa-la, se ela veio ela sabe exatamente onde errou, e acredite não esta sendo fácil. Então aceite as desculpas e ponto é só isso que ela precisa ouvir.

Em dias cansativos ela gosta de carinhos no cabelo, massagens, uma comidinha bem feita, um chocolate. Gosta de aconchego, de carinho, de atenção. Ela quase nunca desaba, mas quando desaba só precisa de um colo pronto pra acolhe-la.

Para finalizar, tens nas mãos meu bem mais precioso, tudo que eu mais amo e ela só precisa ser amada, com todas as suas qualidades e defeitos. Seja pra ela o que eu não fui. Eu sei que eu já não faço mais parte da vida dela, mas ela ainda faz parte de mim.

Acordei pensando em você.

Hoje acordei pensando em você e em como as coisas poderiam ser diferentes entre nós. Levantei com a ânsia de que as horas passassem logo, não via a hora de te encontrar mais tarde e dizer tudo que havia ensaiado mentalmente. Pensei em tudo que tenho sentido, em todo o sentimento que invadiu meu peito nos últimos tempos. Pensei em como deveria ter mostrado mais meus sentimentos mas nunca é tarde e estava disposto, a não só repetir tudo que você ja sabia mas sim fazer de tudo pra que vivêssemos o que tínhamos direito.

Assim como esperei o dia passou mais lento, trabalhei o dia todo sem tempo ao menos de te dizer um oi por mensagem, meu dia se transformou em 10. As horas demoraram anos para passar, tinha pressa, sede, fome de te encher com meus carinhos. Tinha a esperança de que as coisas se acertassem de vez, e que nossas vontades fossem cessadas esta noite.


Sai do trabalho direto pra sua casa,  você me recebeu lindamente, seu sorriso sempre me agradou e a forma como ajeita o cabelo a cada 5 minutos também. Era nítido que estava apreensiva, ansiosa e eu também.Sentei ao seu lado no sofá, segurei sua mão firmemente enquanto conversávamos. Você me olhava nos olhos, com o mesmo carinho de sempre. Sempre fomos amigos, sempre nos conhecemos bem. Sabíamos todas as manias, defeitos e qualidades um do outro e percebi que ao me abrir você ficou inquieta.

Já não via a serenidade no seu sorriso, e sincera como sempre foi você me disse docemente que ja não sabia mais, que seus sentimentos estavam confusos, que ja não sabia o que esperar de mim e minhas inconstâncias. Minha vida sempre foi confusa e pesada, e você ja não sabia que caminho seguir.

Não discordei de ti, sempre tive medo de agir e sempre recuei no primeiro sinal de incerteza, novamente assim o fiz. Recuei, senti todo o meu medo e insegurança aflorar como um calafrio desses febris correndo pelo meu corpo. Um nó na garganta me impediu de dizer qualquer coisa, apenas acenava a cabeça concordando contigo sentindo meu peito quase explodindo de dor.

E como doeu, doeu sentir que poderia estar te perdendo de vez, doeu ver que mais uma vez eu era o responsável. Doeu ver que você tinha razão, e que o melhor a fazer era darmos tempo ao tempo. Você me disse que sabe do que sinto e que sabe do amor que me tem, mas que talvez não fosse o momento, não fosse a hora por que ambos ainda tínhamos muito o que aprender antes de sermos um. Me beijou o rosto dizendo que nada mudou e que ainda era a minha menina e logo tudo se resolveria no tempo certo.

Hoje acordei pensando em você e em como as coisas poderiam ser diferentes entre nós. Mas fui dormir com a mesma saudade do que ainda não vivi, com o coração em pedaços sabendo que a maior parte ainda estava lá com você. E com a certeza ainda maior de que esperarei o tempo que for para enfim poder te amar. Por que acordo, durmo, vivo pensando em você, minha menina.

Meu vicio, minha perdição.

As horas passam lentamente, me distraio e me pego pensando em ti e mais uma vez passo o dia todo contigo em minha mente, sinto sua falta embora tenhamos nos visto no dia anterior. Te mando mensagem, dizendo o quanto domina meus pensamentos e recebo um convite seu para nos vermos outra vez.

Minha ânsia de ver-te faz com que eu vá até sua casa, no meio do expediente. Você abre a porta sorrindo e como se já me conhecesse o suficiente não fica surpresa ao me ver ali, aceitando seu convite assim, no meio do dia.Te digo que só tenho uma hora e você me beija de forma convidativa me dizendo ao pé do ouvido que então não podemos perder tempo. Te pego no colo e subimos as escadas nos beijando, nos despindo. Chegamos ao quarto quase nus e continuamos o beijo intenso na cama.


Beijo, teu queixo, colo, abdômen, chego a unica peça de roupa que ainda lhe resta e com os dentes a tiro também. Te olho nua a minha frente, pele, pelos, curvas, cicatrizes, celulites ou estrias, pouco importa és uma escultura perfeita diante de mim.Volto a beijar-te começando pela coxa, virilha, lábios, clitóris, sinto teu gosto, te sinto contrair-se, sinto teu tesão. Subo beijando-te o abdômen, e teus seios cabem perfeitamente em minhas mãos. Beijo teu colo, teu pescoço novamente, chego ao teu ouvido e te falo baixinho que és a minha perdição.

Você me empurra e me sento na cama com você no meu colo de frente pra mim, enquanto me beija, se mexe, se ajeita e se encaixa em mim. Me sinto em você, todo em você num encaixe perfeito, num sobe e desce, vai e vem como uma dança sincronizada, um prazer coreografado.

Terminamos exaustos, abraçados, com os corpos entrelaçados, queria eu ficar ali, sentindo teu calor, o resto do dia, o resto da vida. Mas tenho que ir, tenho que voltar ao meu triste dia sem você. Nos banhamos, nos vestimos, nos despedimos sem querer deixar um ao outro, sem querer parar por ali, ainda assim tive que ir.

Embora separados, embora o banho tenha me relaxado ainda mais o corpo, ainda sentia teu cheiro em mim. E só de imaginar-te a fome e a sede de você voltavam como se não nos víssemos a meses. Tenho cada vez mais a sensação de que és meu vicio, sigo as horas com a certeza de que hoje sou totalmente dependente de você.

Uma dependência que não beira a loucura mas sim a sanidade, me sinto mais gente, mais vivo, me sinto teu homem e sinto você minha mulher. As horas continuam a passar e embora haja mil coisas pra fazer, me distraio e me pego pensando novamente em você.

Sobre mim e você.

Sobre minha vontade de você, toda vez que vejo teus olhos misteriosos, seu sorriso hipnotizante penso no quão sortudo seria se a tivesse nos braços. Se pudesse por alguns segundos sentir o calor do teu corpo no meu em um longo abraço.


Sobre meu desejo de te ter, não me leve a mau, mas se seu sorriso já me hipnotiza, seu jeito me convida a te roubar pra mim, a ter-te pra vida toda ou um momento que seja. Sentir-te, enroscada em mim, com teus cabelos envolvidos em meus dedos, sentir tua pele, teu corpo nu em pelo, mapear teu corpo com minhas mãos, decorar-te enfim.

Sobre a ânsia de te beijar, tenho que confessar já pensei, repensei, desejei, sonhei com todas as formas possíveis de te provar. Tenta imaginar...
Encosto minha boca na tua, sinto tua língua na minha, te beijo de maneira forte e intensa, demorada, alternando a intensidade com movimentos leves enquanto pressiono teu corpo no meu, te abraço, te aperto, te sinto e te cheiro.

Te viro de costas pra mim, seguro teus cabelos enquanto beijo teu pescoço, sinto teu cheiro me embriagar de amor e prazer ainda mais. Te viro novamente de frente, te beijo a boca outra vez, com desejo, com  vontade mordo teus lábios de maneira suave, sinto tua língua nos meu lábios, insinuante, provocante pedindo mais.

Te beijo novamente com intensidade e desejo que a situação propõem, com toda a vontade que guardo em mim, sentindo sua respiração ofegante enquanto meus braços te envolvem te encaixando cada vez mais em mim, e na minha vida, seja naquele instante ou pra sempre.

Sobre te ter em mim, já te tenho nos sonhos, na mente, já te tenho no peito, tomas conta de meus desejos, de meus pensamentos já não é de hoje, já não é de agora. Já tomas conta de mim de tal forma que já não tenho escapatória, sou teu, e sempre serei, não só por um momento, mas a vida inteira.

O que eu não soube dizer.

Naquele dia eu percebi que já não a tinha como antes. Percebi em seus olhos e na forma que desviava seu olhar do meu que havia se cansado desses altos e baixos. Eu sei, conviver com tanta confusão e caos em uma pessoa só não é fácil, acho que exigi demais de você.

Não, não lhe acho fraca por ter desistido, nem acho que a culpa de algo tenha sido sua, pelo contrario. Sei que não sou uma pessoa fácil, que meus medos são maiores que o mundo e minha covardia me domina na maioria das vezes. Você foi muito mais corajosa sempre e eu lhe deixei partir, com toda essa força.


Eu mais uma vez não tive forças pra pedir que ficasse, pra dizer que não era digno de que tentasse mais uma vez, mas que também não saberia viver sem você. Fiquei diante de ti, ouvindo tuas lamentações, de como não queria ter que partir, de como queria que eu mostrasse ao menos uma unica reação de que não concordava com você pra que você ficasse, e eu não fiz.

Te falei de amor tantas vezes, do meu amor, de como sou completamente dependente de te amar, de me sentir vivo por te amar, mas não soube lhe mostrar o quanto esse amor ainda é vivo aqui quando decidiu ir embora, deixei que fosse deixando meu peito ainda cheio dele, de você, de nós.

Fui covarde diante do que eu mesmo sentia, diante da duvida de ser ou não o melhor pra ti e te dei razão. Você não merecia viver assim, e era mais fácil pra mim admitir que não seria nada melhor na sua vida, do que mover-me em busca de melhorar meus medos, duvidas, qualquer coisa que lhe desse a segurança merecida pra que ficasse ao meu lado.

Hoje te escrevo com lagrimas nos olhos feito um menino, mas não aquele menino covarde, te escrevo com a coragem de admitir que errei ao te deixar ir, que assumo meu erro embora isso não a traga de volta aqui. Hoje te escrevo pra dizer que ainda não sou digno de que tente mais uma vez, mas que meu peito ainda transborda amor, transborda você, nós. Escrevo pra dizer que ainda não sei viver sem você.

Mania de sonhar.


Tenho que lhe contar, tenho a mania de sonhar com momentos e situações que talvez nunca cheguem a acontecer. Com lugares, diálogos, futuro, desejos íntimos do meu coração, confesso. E sonhei inúmeras vezes com você, de olhos fechados e abertos.

Preciso lhe dizer, todos os beijos enviados foram com a ânsia de entrega-los pessoalmente, nas mãos, rosto, testa, na boca. Todos os convites e insinuações, todas as vezes que me ofereci companhia em momentos bons e ruins.  Embora o riso disfarçasse a intenção como brincadeira, sempre falei sério.

Aquele cinema a dois, mesmo que o filme não fosse lá um belo romance, mesmo que a grana não desse pra pipoca ou talvez o tempo não deixasse que estendêssemos a sessão pra outro lugar, foi desejado, calculado, planejado. Não foi só uma vez, só um filme. Houveram vezes que não faltou pipoca, nem tempo de estender a noite, embora tenha acontecido somente em minha mente.

Aquela carência de um cafuné, o desejo de ter alguém nos braços, um cheiro, um carinho. O calor de corpos aconchegados um no outro era um desejo real, era o desejo de você, sempre acreditei que fazemos um otimo par, embora algumas diferenças gritem o contrário.

A falta em dias sem palavras trocadas, o silêncio causado pela ausência tua, a dorzinha no peito por sentir a distância, era saudade de você, de um tempo, que não volte, ou que ainda não tenha acontecido, de um tempo que eu sonho de olhos fechados e abertos.

Tenho que lhe contar... Tenho a mania de sonhar.

Quero nós.

Quero tuas implicâncias com a forma que eu corto o bolo, quero suas broncas por deixar na mesa chave, carteira e celular ocupando espaço. Quero seu riso descontrolado por me ver derrubar o mundo tentando guardar algo na prateleira, ou por levar metade da casa junto comigo enquanto tropeço no ar.


Quero seus cabelos enroscados nos meus dedos, enquanto assistimos deitados no sofá num dia frio um filme clichê desses de sessão da tarde já visto inúmeras vezes. Quero seus baldes de pipoca, suas teorias malucas e suas invenções mais doidas ainda na cozinha.

Quero ser seu único publico enquanto desfila roupas e roupas pela casa pra decidir com qual deve sair, quero não ser o único mas ser o primeiro a ficar boquiaberto ao ver que até de camiseta branca e jeans surrado você fica magnifica e me enciumar por perceber que com certeza, todos já sabem disso.

Quero que minhas camisas passem a ser suas dentro de casa, que meus moletons te aqueçam mais que a mim e que teu perfume fique no meu corpo mesmo quando estou longe de ti. Quero nossas discussões explosivas, nossa forma maluca de fazer amor pra fazer as pazes como se o mundo fosse acabar de desejo e prazer naquele momento.

Quero que perceba que tenho ciume de tudo que envolve você, não por falta de confiança e sim por que sei de todas as  qualidades que possui, e se apaixonar por você é inevitável. Quero que perdoe meu caos, meu jeito meio anti social pois me esforçarei sempre pra perdoar seu mau humor matinal e sua vontade de destruir o mundo na TPM mensal.

Quero seu beijo mais doce, seu carinho mais quente, quero que em cada canto da casa tenha fotos da gente. Quero pra hoje, ontem, quero agora. Que fique comigo sem pensar na hora, que não tenhamos motivos se quer pra pensar em ir embora. Quero sua mão na minha, minha boca na sua, quero ser teu, quero você vestida mas também quero nua. Quero nós dois na multidão, quero nós dois a sós, quero eu e você, não importa como nem onde, quero nós.

Um fim de tarde chuvoso.

Poderia ser só mais um encontro, poderia não dar em nada era só mais um fim de tarde chuvoso. Mas mesmo assim nos arriscamos e resolvemos nos ver novamente, quem  sabe a companhia valeria a pena. Marcamos de nos encontrar numa cafeteria exatamente no meio do caminho de nossas casas, assim seria mais fácil a chegada de ambas a partes. Cheguei antes dela, pedi um café meio amargo como sempre gostei e uma revista para folhear.

Minutos depois ela chegou, ofegante como quem tem pressa, deduzi que havia se perdido nas horas se arrumando, como sempre. Sair com ela no horário correto era raríssimo. Ela sorriu, levantei e lhe beijei o rosto cumprimentando-a e não pude deixar de notar que usava o perfume que lhe dei. Nos sentamos e perdemos longas horas ali, rindo, contando historias e relembrando tanta coisa já vivida. Me dei conta de que estávamos de novo nos conhecendo, tanta coisa já havia passado desde a ultima vez que nos vimos, eramos dois estranhos com muita lembrança em comum.


Eu não conseguia tirar meus olhos dela, via diante de meus olhos algo que eu julgava impossível, ela estava ainda mais bonita, parecia que os anos não passavam pra ela, parecia que eu a via pela primeira vez. E como era de se esperar, me apaixonei, pela milésima vez, por ela outra vez, me vi perdido entre seus olhos e a forma que mexia nos cabelos e como seus lábios se mexem de maneira unica enquanto fala. Nem lembro ao certo por que tomamos rumos tão diferentes e já nem importava mais, estávamos ali e por vontade dos dois.

A chuva não fazia questão alguma de dar trégua, e depois de horas de conversa me ofereci para leva-la em casa, A cobri com meu casaco até chegarmos ao carro, e apos entrarmos deitou sua cabeça em meu ombro como costumava fazer, parecia que havíamos voltado no tempo ali, só eu e ela. Ao longo do caminho, entre mais conversas sentia sua suas mãos em meu cabelo enquanto me olhava, parecia que nem ela entendi o que acontecia ali, mas não resistia a situação.

Chegamos a casa dela e repeti aquele trajeto que já fiz tantas vezes, e do carro até a porta de sua casa a cobri novamente com o casaco. Esta entregue eu disse, beijando-lhe o rosto. Ela segurou meu rosto em frente ao teu e de maneira suave me beijou a boca como quem me pedisse pra ficar. Não resisti, ela sempre soube como me prender. Retribui o beijo a empurrando pra dentro da sala e batendo a porta atras de mim, subimos a escada nos beijando e nos despindo um pouco em cada degrau.
E de repente estávamos ali, entrelaçados e perdidos um nos braços do outro. Sentia o calor de sua pele e sua respiração como se fossemos um só. Ela exalava desejo e respirava como se dela precisasse. Minhas mãos percorriam seu corpo,  já conhecia cada detalhe, cada curva, nos movíamos em um ritmo só, ritmo esse que conhecíamos bem e que parecia que jamais esqueceríamos.

Poderia ser só mais um encontro, poderia não dar em nada era só mais um fim de tarde chuvoso. Mas mesmo assim nos arriscamos e resolvemos nos pertencer novamente.


Ainda é sobre você.

Eu disse a mim mesmo que evitaria escrever sobre você, sobre nós. Mas a cada dia que passa parece que o tempo me esfrega na cara que não há o que eu faça você sempre fará parte de mim. Mesmo com caminhos opostos, mesmo com outras historias entrelaçadas a nossa, você permanece tão viva aqui.


Toda as histórias malucas que ouço em uma roda de conversa de colegas, na mesa de um restaurante no horario de almoço da fabrica me lembram as tuas teorias e hipóteses malucas. Você sempre gostou muito de falar, e eu de te ouvir.

Cada casinha com jardim na frente que vejo ao andar pela ruas entre idas e vindas de trabalho e faculdade é dos nosso planos que eu lembro. Das ideias de passeios juntos, viagens e até dos planos de nos trancarmos no quarto por dias, só nós dois. Talvez eu ainda esteja trancado nesse quarto.

Cada abraço que recebo é nos teus que eu penso, cada riso descontraido em uma conversa é o teu que eu imagino. Cada vida que cruza na minha é a tua que eu ainda procuro.

Ainda tem teu nome nas folhas dos meus cadernos como um adolescente e seu primeiro amor. Ainda tem você na tela do meu celular e do computador. Ainda tem você em tudo que eu olho, em tudo que planejo, em tudo que sonho. Ainda tem mais de você aqui, do que de mim.

Eu ainda estremeço quando ouço seu nome na rua, ainda sinto meu coração palpitar ao ver um rosto parecido com o teu, ainda te procuro nas ruas que ando, ainda espero te encontrar de novo. Ainda espero a chance de dizer que sim, eu ainda te amo e talvez isso não tenha mesmo fim.

Eu disse a mim mesmo que evitaria escrever sobre você, sobre nós, sobre ainda amar você. Mas ainda é pra você, sobre você... Quando o assunto é o que eu sinto, é sempre sobre você

Talvez não seja o fim.


Não esperava te encontrar tão cedo, aquela despedida havia sido difícil demais para ambas as partes, sabias disso. Percebi no seu olhar que também ficou surpresa em me ver, um olá meio sem graça, um beijo no rosto como dois estranhos que se conheciam bem mais que qualquer casal por ai.

Conversamos um pouco, eu queria saber de você, da sua vida que antes era parte da minha, mas um fino sereno nos interrompe, confesso eu não queria deixar-te ir. Me ofereci para levar-te em casa, já tivera feito aquele caminho tantas vezes que creio que me corpo ou ate mesmo meu carro já saberiam ir sozinhos. 

Percebi seu desconforto em aceitar mas também era notável sua vontade de ficar, fomos o caminho todos rindo das lembranças dos bons momentos que passamos juntos e também das dificuldades, muitas, que estivemos um do lado do outro. Por alguns minutos quis entender onde tudo havia se perdido, por que mesmo optamos pelo fim?! 

Enfim lá estávamos em nosso destino, você sempre soube que nunca fui de me privar de desejos e não me privei da vontade de beijar-te a boca ao me despedir e da sua parte também não houve resistência. Você também sempre soube que seus beijos me despertavam o desejo enorme de ter-te por completo. Não me importei com a hora, com o lugar, me perdi novamente no tempo enquanto sentia o gosto da sua boca na minha  e novamente me veio a mente... Onde foi que tudo se perdeu?

Puxei teu cabelo inclinando sua cabeça levemente pra trás, beijei teu pescoço acariciando-o com a minha boca, gosto do gosto da sua pele, do teu cheiro e do ritmo da sua respiração. Você sempre foi tão louca quanto eu, lugar e momento nunca foi empecilho pra nós, você passa para o meu banco do carro sentando em meu colo de frente pra mim, seu olhar de malicia sempre me enlouqueceu. 


Seu quadril se encaixa perfeitamente em mim, o espaço é pequeno pra tanto desejo a flor da pele. Mas que importância  isso tem? Esquecemos da hora, do mundo lá fora, ali era só eu e você e o tesão em comum. Seu celular toca como que nos chamando pra realidade, você reluta em atender mas atende. Era tua irmã precisando de ajuda, você desligou o celular já mudando de banco e dizendo que precisara ir. Me beijou o rosto e desceu do carro evitado me olhar nos olhos, embora eu tenha te acompanhado com os meus até o hall do teu prédio. Te vi acenar sorrindo discretamente, liguei o carro e parti.

Embora nada tenha sido dito ali e nem foi preciso, sabia que aquilo não havia terminado, senti como se tudo não tivesse tido um fim, como se nada tivesse sido deixado pra trás ou quem sabe nada pudesse ser esquecido. Senti como se embora não estivéssemos juntos ainda nos pertencíamos, mais até do que imaginávamos. Fui embora pensando que talvez não a veria tão cedo outra vez, mas com a certeza de que quando nos víssemos tudo seria como se nunca tivéssemos parado.

Aqui dentro esta tudo igual...


Já faz um tempo que quero lhe dizer que tudo aqui dentro permanece igual. Mas acho que no fundo você saiba ou ainda sinta quando trocamos algumas palavras eventualmente. Era comum horas e horas de conversa, dias e mais dias de contato e convívio que hoje se tornou lembrança de um tempo que passou. Mas eu tenho que dizer que aqui dentro... Continua igual.

Embora hoje eu já não saiba tanto de seus passos, da sua rotina ainda sei de cor seus gostos, seus anseios e suas manias, por que por mais que o tempo passe, muita coisa continua a mesma. Os meus desejos continuam os mesmos, o sentimento continua o mesmo, e o desejo por você... Continua igual.

Ainda me pego relendo conversas, relembrando planos feitos a dois. Ainda me pego rindo de situações que só nós sabemos e que por mais distante que estejamos deste tempo, eu sei que você ainda lembra. Eu precisava lhe dizer que os planos da nossa casa com jardim, e de passar pelo menos uns 5 dias trancados no quarto na lua de mel.. Continua igual.

Eu preciso dizer que eu deixo você testar todas as suas ideias malucas, e me fazer todas as suas misturas doidas na cozinha, que eu aceito que você escolha os filmes e tudo bem vai eu até te deixo comentar durante também. Que tudo bem se formos jantar fora todos os finais de semana, eu até aprendo a gostar de viajar, tudo por que eu quero que me entenda, que aqui nada nunca vai mudar e por mais que eu fuja do que sinto... Tudo aqui continua igual.

Sempre tive medo de não ser a pessoa ideal, o amigo ideal, o namorado, ideal, o marido ideal pra você e sinto muito isso também não mudou. Sempre tive os sonhos mais clichês de passeios em parques de mão dadas, de descobrir desenho em nuvens, de fazer pedido as estrelas, eu sempre gostei de estrelas e você sempre soube, e sim isso tudo também não mudou.

Ainda passo três, quatro, cinco noites sonhando contigo, ainda sonho acordado também. Ainda passo horas observando sua foto, ainda decoro seus traços. No fim a mudança do tempo só me tirou você. Porque o desejo, a saudade que eu sinto ao pensar em você é a mesma... O amor que é mais forte que eu, o sentimento deste coração cansado que sempre foi mais seu do que meu, mesmo quando você partiu continua... E esse meu amor, será sempre igual.

O príncipe não virou sapo, ele sempre foi.

Aaah o amor! Aquele frio na barriga, aquela vontade de ficar junto o tempo todo, aqueles mimos e dengos até a primeira DR e a frase "Você mudou muito desde que te conheci." Será?

Não sou um Expert em relacionamentos, diga-se de passagem já quebrei a cara e também já fiz muita merda por ai, mas o que percebo na realidade do dia a dia de um relacionamento seja ele qual for é a "mardita' da expectativa. Um dia li uma frase, não me recordo o autor onde dizia que "nós primeiramente nos apaixonamos pelas expectativas que criamos em cima do outro e não pelo que o outro é realmente". E acho certíssimo, por isso me arrisco a dizer que se mesmo com todas as expectativas do príncipe/princesa virando sapo/perereca o relacionamento ainda durar, há grandes possibilidades de ser amor.

O fato é que nós como bons serem humanos fáceis de se iludir nos apaixonamos pela imagem construída do outro ser, ai minha filha você vê aquele cara, educado, romântico, saradão, super carinhoso e imagina que ele vai te trazer flores todos os dias, comprar chocolate quando estiver de TPM, cozinhar, lavar e passar e de repente você não vê nada disso acontecendo, o cara mal retorna tuas ligações, mal responde tuas mensagens e responde teu "eu te amo" com um sorrisinho maroto...Aaah muleque, Bum o príncipe virou sapo! Não moça, ele sempre foi.


Veja bem, não estou dizendo que não há homens românticos, que não há quem realmente faça todas essas coisas, mas até quem faz é falho, é humano e tem N defeitos e é como um ser falho que deve ser visto. É ai que está a grande diferença a meu ver entre homens e mulheres em relacionamentos,  a expectativa. Não que homem não faça planos, não imagine e espere coisas no começo de um relacionamento mas as expectativas são diferente, a tempo pra se sentir a vontade de se declarar é diferente, os medos são diferentes e não é medo de se apegar, ou de um compromisso não (embora alguns tenham medo sim) na maioria das vezes o homem realmente tem mil duvidas no começo e as expectativas excessivas das mulheres assustam ainda mais. Como assim a culpa é das mulheres??? Não, a culpa é da "mardita" expectativa!

Nós sabemos que todo mundo tem um padrão de relacionamento ideal, inventado não sei por quem muito menos em que ano. Mas é aquele lance de mar de rosas e eterna lua de mel e hoje nem tanto mas sempre foram as mulheres as mais apegadas a esse padrão de relacionamento, como se essa fosse a unica e correta maneira de se relacionar, uma virgula fora disso não é um relacionamento verdadeiro. E com isso vem os padrões de "Cara ideal" e voltamos no lance das flores, do romantismo, dos mimos, do cara que não faz sexo, faz amor. E por mais que exista esse "Ken" perfeito ele também vai esquecer de te ligar depois, ele também, vai dizer não estou afim de assistir romance água com açúcar, ele também vai coçar o saco e falar palavrão,  também vai te trocar uma vez por semana pelos amigos e sim, ele vai continuar vendo os pornôs na internet e isso não quer dizer que você não o satisfaça.

Nossas expectativas por mais que em alguns momentos se encaixem com a de vocês são diferentes e isso não dá pra negar, embora o cara seja um sentimental excessivo tipo eu, embora goste de um romantismo, embora seja educado e carinhoso é diferente. Na maioria das vezes não criamos expectativas a longo prazo no começo de um relacionamento, é quase como um período de adaptação, vivemos um dia de cada vez. Depois de uma certa convivência, de uma certa intimidade ai sim, os plano vem e os sonhos são construídos com aquela pessoa por mais que tenhamos sim ficado com aquela menina por que gostamos dela o ritmo é sempre esse.

Ah mas espera ai então você esta dizendo que homem fica com a mulher antes mesmo de gostar de verdade? Sim! E não, e mulher também é aquele lance de "Se apaixonar pela expectativa que cria em cima do outro"  todo mundo faz isso, todo mundo vê o outro de forma diferente do que ele é, e é por isso que alguns psicólogos se arriscam a dizer que embora duas pessoas vivam 100 anos juntos ainda assim não se conhecem realmente.

Então minha amiga ou meu amigo que esteja lendo este texto, vamos prestar atenção na pessoa ao nosso lado não com a esperança e expectativa (meramente ilustrativa) que criamos de tentar ver o príncipe ou princesa num cavalo branco e sim como pessoas humanas e falhas como você, como eu. Assim é mais fácil sentir a tal "magia do amor" acontecer, por que ela vai acontecer mesmo com todos os erros e defeitos da pessoa, mesmo se ele não te ligar ou te comprar flores, mesmo se ela não não gostar de futebol ou vídeo game. A partir do momento que deixamos de lado a expectativa de um relacionamento e parceira(o) perfeita(o) ai sim passamos a gostar verdadeiramente daquele ser.


Não que não existam príncipes e princesas minhas gente, vamos acreditar existem sim, mas na realidade só vemos os príncipes e princesas errados. Nós humanos estamos mais pra Fiona e Shrek do que Cinderela e príncipe encantado, mas ainda assim vale a pena. Por isso na minha opinião a frase "O amor é cego"não tem fundamento, o que nos cega é a paixão, paixonite de inicio, as expectativas. O amor nos da a visão para enxergar aquele ser exatamente como ele é e o que representa, e ainda assim ama-lo.


- Este texto é uma parceria com o blog Relacionamento nota mil da Beatriz Pereira que me convidou a escrever minha visão masculina das expectativas de inicio de relacionamento. Sobre a visão dela você pode conferir aqui, e também conhecer um pouco mais do trabalho dela no canal e Fan page. -

Por que era ela... Era eu.

Nem me lembro ao certo como tudo começou desta vez, quando dei por mim, nos beijávamos feito loucos, tua língua brinca na minha boca, enquanto puxo seu cabelo inclinando sua cabeça de leve para trás. 


Com a outra mão na sua cintura puxo teu corpo pra junto do meu, vou beijando seu pescoço enquanto sinto seu cheiro e sinto sua respiração ofegante, deixando claro o que sentes.
Nossos corpos se entrelaçam, ali apoiados naquela bancada como se nada nem ninguém pudesse atrapalhar-nos. Como se o risco de sermos pegos por alguém, que entre sem avisar naquela sala, não fosse importante.

Você sabe como me provocar, brinca com as mãos livres em meu corpo enquanto sinto em minha boca, enrijecido, teus mamilos entregando o tesão que corre em teu corpo. Exalamos desejo e tesão incontroláveis, nos queremos e nos teremos ali e nada mais importa.

Deixo minha mão deslizar pra debaixo do seu vestido que já quase nem te cobre, enquanto sinto a sua mão de forma inexplicável abrir botão e zíper do meu jeans surrado de uma só vez. É uma sincronia perfeita de movimentos minhas mãos em você e as tuas em mim, ambos sabendo exatamente o que e como fazer, conhecemos nossos gostos, sabemos o que queremos não era preciso vozes, só olhares, sorrisos, gemidos.

Você delicadamente afasta a lingerie permitindo-me fazer de nossos corpos um só. Devagar e  intensamente me envolvo no calor do teu corpo colado no meu, entregues a movimentos ritmados, aos corações palpitantes, aos gemidos, ao tesão, ao gozo... Terminamos exaustos, mas não era cansaço que tínhamos estampado no rosto.


Era um sorriso levado, e a certeza de que nada nunca seria igual, essa cumplicidade era só nossa, essa sede era só nossa e só nos braços ou entre as pernas um do outro seriamos saciados.
Nem se quiséssemos outras bocas, outros corpos nossa atração não tem explicação, nos amávamos, nos desejávamos, por que era ela, por que era eu.

Ainda tento entender.

De verdade eu ainda tento entender onde tudo se perdeu. Quando olhei nos teus olhos a primeira vez me senti roubado, como se minha alma e até mesmo o coração que pulsava tão acelerado no meu peito já não me pertencessem mais. Lembro dos primeiros assuntos meio desajeitados quando a ânsia de saber tudo um do outro era mais forte que nossa capacidade de elaborar perguntas decentes, e toda aquela pagação de mico transparecendo nervosismo a cada encontro, era encantador.


Lembro-me bem dos primeiros gestos de carinho, assim meio tímidos, um abraço sem jeito, um pegar na mão mais desajeitado ainda, os inúmeros disfarces para a primeira crise de ciume. Fomos nos encaixando um ao outro, moldando nossas vidas uma na outra  a ponto de já não me ver mais sem tua presença, seu conselho e até mesmo puxões de orelha. As tolas e longas discussões para provar um ao outro quem sentia mais que sempre acabavam em guerras de travesseiros e bombardeio de beijos até que o desejo dos copos falasse mais alto.

Ah meu bem, tudo soava tão leve, tão único, tão nosso. Onde foi se perder tanto encanto? As vezes me pego tentando entender se eu errei  e onde errei? O que eu poderia ter feito pra impedir que isso tudo se perdesse com o tempo. Tínhamos a cumplicidade falando mais alto em todos os sentidos, eramos compatíveis no amor e no desejo. Não tinha por que não dar certo, não tinha por que acabar, por que então acabou?

Hoje sou metade do que fui desde que você se foi, levaste a alma e o coração que roubaste no primeiro dia e embora hoje vivas outra vida, outro amor o meu amor ainda é teu. O pulsar do meu peito ainda te pertence e em todos os cantos da casa e da minha vida esbarro com nossas coisas, nossos planos.

Meu bem eu não consigo te deixar partir, sinto como se abrisse mão da parte mais bonita que existe em mim. Não me vejo não te amando como se esse amor já fosse parte essencial do meu viver, tal como o coração onde guardo toda as palavras e promessas feitas por nós.

Lembra das longas conversas sobre o futuro, onde sempre dizíamos nossos defeitos como possíveis motivos para nos afastarmos um dia? Lembra de como minhas afirmações te irritavam? E eu estava mesmo certo meu bem, foi mais fácil pra ti, partir...E assim como eu sempre dizia acaba-se tudo, acaba-se o mundo, menos meu amor por você. 

Ah meu bem, e eu ainda tento entender... Onde foi que tudo se perdeu?



Nada vai ser igual...

Não esperava te encontrar ali, embora te ver me fez sentir que todo aquele sentimento ainda vive em mim. Você desvia o olhar e percebo que esta tão desconfortável quanto eu, talvez não esperasse que eu te visse com ele tão cedo. Aquelas ultimas palavras trocadas por nós ecoavam dentro de mim e era nítido ver que você também não esquecera, nosso ultimo encontro não foi agradável e esse tão pouco estava sendo. 

Vejo que você desconfortavelmente tenta se mostrar feliz com sua nova companhia.Ouço seus risos, suas declarações e mimos em voz alta mostrando a quem quisesse ver que esta bem ao lado dele. Mas você esquece que eu te conheço bem, talvez eu conheça mais a você do que a mim e essa atitude desesperada de mostrar felicidade não me convence. Te vejo desviar olhares na minha direção e eu não faço questão de disfarçar que te observo de longe, o que busca? Eu penso. Você não é feliz, um carinho, um agrado, momentos agradáveis  com conversas superficialmente leves não são suficientes, você sabe que busca mais que isso e sabe que ele não pode te oferecer.


Você mudou sua forma de agir, se tornou submissa a um relacionamento controlando...O que diz, pra quem diz, onde vai...Você da satisfações e recebe ordens. Você já não é mais livre, liberdade essa que sempre fiz questão de te dar, por que eu sempre te amei, nunca quis ser teu dono, embora você saiba que nos pertencemos. Eu te vejo mas quase não a reconheço.

Você sabe que nada vai ser igual ao que vivemos, você lê meus olhos e pensamentos enquanto te olho. Eu sei que minhas palavras sempre vão surgir em suas lembranças a cada relação frustrada que viver. Não que eu me considere melhor que alguém, apenas sei que te amar como eu te amo ninguém vai, e isso você sabe também. Ele te beija e nem enquanto o faz você desvia teu olhar do meu, como se pedisse qualquer reação minha.

Pode beijar outras bocas, não vai encontrar o que encontrou no nosso beijo. O ritmo da respiração, o gosto, a intensidade que só o nosso beijo tem. Você não vai encontrar ninguém que te beije com tanta sede, tanta vontade quanto eu sempre beijei. Porque sempre te disse que seu gosto era meu vicio, sua boca me prendia e me tirava os sentidos. Que passem, mil anos, mil bocas, que inventem mil maneiras de beijar…nada vai ser melhor que o nosso beijo.


Pego um guardanapo da mesa e uma caneta no bolso, resolvo te escrever. Coloco no papel as últimas palavras que te disse na esperança de que ao repetir-las você as grave. "Se quer seguir por outro caminho eu não vou te impedir, mas lembre-se sempre do amor que eu te ofereci para que não aceite nada menos que ser feliz, igual ou mais do que fomos." Espero sua nova companhia se ausentar, levanto e  caminho em sua direção, te entrego o guardanapo, te beijo a testa e vou embora.

Hoje eu sofro tua ausência, mas sei que quando deita a noite em seu quarto, quando seu corpo e mente relaxam  apos mais um dia exaustivo de poses tentando ser o que não é pra agrada-lo, a saudade te consome, te tortura lembrando do que vivemos e ai meu anjo é você quem sofre. Sei que a noite é quando você consegue ver que o maior mau que fez foi a si mesma.