Mar de bem.

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Crescemos com a educação herdada dos pais, aquela que mostra e nos faz entender que, o que vale mais é o que não tem preço. Porque então perdemos tanto tempo nos preocupando em ter objetos, roupas, utensílios dos mais caros e de melhores marcas? Trabalhamos dias e noites, reclamamos do trabalho, do chefe chato, do dia a dia difícil, para gastar tudo em coisas materiais.

Onde foi que a maioria perdeu essa educação herdade de pais, avós, bisavós que ensina que o outro e tão igual e importante quanto a nós mesmos e educação e gentileza é o minimo pra uma boa convivência. Não se da mais valor ao amigo pra todas as horas, ao conselho e abraço dos pais, ao afeto que recebemos. Há cada vez mais pessoas que só conseguem enxergar defeitos, porque aquele carro, celular, roupa da moda o dinheiro não deu pra comprar. Ou porque fulano ou ciclano não demonstrou da maneira que esperava o que dizia sentir.


Gente que tem um bom emprego, uma boa escola, que consegue pagar suas contas, gastar com coisas sem necessidade real, ter saúde e ainda assim reclamam do que queriam ter, sem se lembrar de agradecer o que já se tem. Ouço cada vez mais pessoas reclamando de não ter atenção, carinho, cuidado vindo de dentro de casa, mas são as mesmas pessoas que não se esforçam pra mudar isso, que não dão valor ao mesmo quando recebem. Que não sabem dar um beijo no rosto da mãe, um abraço sincero no pai ou um simples elogio sem interesse ao irmão.

É como dizem por ai, devemos ser a mudança que queremos, porque o mundo paga com hostilidade até gentilezas. Essas reclamações me desnorteiam, me cansam, cansei de ouvi-las até de minha boca. Do contrario do que dizem eu sei exatamente onde eu erro e nem sempre é onde me apontam o dedo.

E por saber de meus erros, por saber onde deixei pra trás essa educação que me foi dada, independente de rótulos que recebo, que eu busco a mudança. Eu quero mais gentilezas, eu quero pessoas educadas, eu quero paciência e quem de valor ao que recebe. Eu nasci do amor, eu recebi e sempre gostei de dar amor. Quero voltar a ter prazer de um bom papo com as pessoas, sem receber pedradas, ou ser mal interpretado por ser franco e direto no que digo, quero sinceridades sem que a mesma seja taxada de grosseira, quero ter o direito de me abrir ou não, sem que falar ou não da minha vida seja prova de confiança.

Quero de volta a educação que me foi dada, e confesso a um tempo andava esquecida. Ninguém tem culpa dos meus problemas pessoais, da minha falta de animo ou humor, das minhas crises existenciais e nem eu tenho culpa pelos problemas de outrem. Sim, ninguém esta sempre bem, mas podemos ficar.

Eu hoje  me ofereço a chance de ficar bem e tudo mudar, convido a quem quiser vir e receber meu carinho. Mas a condição é de pra frente esse carinho passar. Assim como uma corrente, assim como uma onda... Buscar aqui e levar pra longe um mar de bem.

Thato


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1 comentários

  1. Acredito que o povo realmente esqueceu sobre gentileza para se conviver bem e que desaprendeu sobre o real valor das coisas. Sabe, também escuto cada vez mais gente reclamando, mesmo quando tem tantas coisas boas, dá até um aperto... Ando buscando aquilo que aprendi para repassar, para ser mais feliz e parar de reclamar ao ter tanta coisa boa. Sabe, o post fez refletir! Boa! :D
    Abraços, Min - http://qualeoseuladob.blogspot.com.br/

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